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lirik lagu realidade cruel – quem vê cara não vê coração

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[verso 1]
o sistema plantou sangue pra colher corpo no chão de humilde
quem vê cara não vê coração é triste
no lixão mano que procurava comida
cansou de comer resto imundo e podre das famílias
dos banqueiros, dos doleiros, donos de c-ssinos
pra se tornar outro psico -ss-ssino
gerente de biqueiro outro seqüestrador que
explode miolo de vítima sem rancor enfim
outro humilde que apenas sonhava
com a família em paz no barraco de tábua
com os filhos na creche do bairro brincando no parquinho
sem ter que sonhar com o pai trancafiado no presídio
só fui apenas mais um que quis sair do inferno
sem depender da esmola do programa fome zero
mas não, outra madame vai chorar pelo sangue
de mais um filho que se exibia no choque de mustan
pelo américa nexpress sem limite clonado
ou pelo marido encontrado carbonizado caralho
pra mim só restou música de bala na agulha
seu carro e seu ouro ainda é pouco espatifando nunca
vem conferir por que o monstro não tem compaixão
por que é sangue e não mercúrio de televisão
sua oração não vai fincar cadáver no chão
quem vê cara não vê coração

[refrão]
o sistema plantou sangue pra colher cadáver no chão
quem vê cara não vê coração
o sistema plantou sangue pra colher cadáver no chão
quem vê cara não vê coração, quem vê cara não vê coração
o sistema plantou sangue pra colher cadáver no chão
quem vê cara não vê coração, quem vê cara não vê coração
quem vê cara não vê coração, quem vê cara não vê coração

[verso 2]
é embaçado olhar ao seu redor e não enxergar
do jeito que a novela mostra tudo de vista pro mar
as pessoas na calçada bebendo água de coco
champanhe com morangos, lagosta no almoço
vagabundo aqui é puro ódio incontrolável
tipo aqueles que jogam bola com a cabeça cortada no pátio
do jack ou do inimigo de outra facção
é sem perdão ou em outra fuga da rebelião
só sou mais um que cansou de esperar pela fé
que engrossava a estatística do ibge
não sei o que é windows e nem microsolft
só sei o que é gatilho de usi pra abrir cofre
chega, pm mata favelado afogado na lama
troco de merda cria o inferno por óbito e fama
vem de blazer de pt no morro estilingue
perto das hk 47, granada e dos rifles
e indústria russa pra tremer a viatura
e receber premiação de bala na sepultura
e é só sangue e cadáver metralhados no chão
quem vê cara não vê coração

[refrão]
o sistema plantou sangue pra colher cadáver no chão
quem vê cara não vê coração
o sistema plantou sangue pra colher cadáver no chão
quem vê cara não vê coração
o sistema plantou sangue pra colher cadáver no chão
quem vê cara não vê coração, quem vê cara não vê coração
quem vê cara não vê coração

[verso 3]
não tenta ser herói quando eu gritar é um -ssalto
dá as chaves, os doc-mentos, o citroën pic-sso
não pensa em bloquear o celular nem reagir
ou seus filhos vão chorar no cemitério do morumbi
do que adiantou cerca eletrificada
câmera pela casa, segurança armada
escolta pra levar e te buscar na ginástica
mordomo pra limpar seu rabo quando você caga
me diz se aqui na selva de pedra refém pra nós é lucro
roubos por segundo pra polícia anti-furto
ficar de pernas pro ar enquanto pedimos pedágio
enquanto furamos sem dó as latas do blindado
ladrão eu não nasci em berço de ouro e é o seguinte
só tive como escola a rua e o mundo do crime
quem que cresce num universo como esse sem virar
psicopata e tente te matar então
vem conferir por que o monstro não tem compaixão
por que é sangue e não mercúrio de televisão
sua oração não vai fincar cadáver no chão
quem vê cara não vê coração

[refrão x2]
o sistema plantou sangue pra colher cadáver no chão
quem vê cara não vê coração
o sistema plantou sangue pra colher cadáver no chão
quem vê cara não vê coração
o sistema plantou sangue pra colher cadáver no chão
quem vê cara não vê coração, quem vê cara não vê coração
quem vê cara não vê coração